WhatsApp Image 2017 03 23 at 10.26.13O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás se reuniu na tarde do dia 22 de março (quarta-feira), juntamente com o Sindsaúde, com o novo prefeito do Município de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha. O encontro foi para cobrar de imediato a regularização do pagamento das horas extras para os trabalhadores que atuam no Programa Estratégia da Família que, diferente dos demais, fazem 40 horas semanais, o cumprimento do plano de cargos e salários em sua totalidade, o pagamento da data base e a oposição dos sindicatos e profissionais à privatização da saúde. Com relação ao pagamento das horas extras para os trabalhadores que fazem 40 horas semanais o prefeito apesar de alegar dificuldades financeiras, informou que a secretaria de Finanças já foi oficializada para incluir o pagamento das horas extras de fevereiro e março na próxima folha de pagamento, e que a situação será regularizada para que, futuramente, não aconteçam novos atrasos. Em relação ao cumprimento do plano de cargos e salários em sua totalidade o prefeito se comprometeu a fazer uma avaliação do impacto que o pagamento das gratificações causaria ao município. Relatou que ele precisa manter as finanças em ordem e ainda afirmou ter desfeito algumas secretarias e não ter reajustado os salários dos servidores de Aparecida, inclusive o dele, com essas medidas economizou cerca de 8 milhões de reais. Foi apresentada, pelos sindicatos, a planilha dos administrativos excedentes nas UBS, e diante disso alegado pelo prefeito que não sabia que a secretaria de saúde está com funcionários excedentes e que irá remanejar para as outras secretarias que estão em déficit até que ele possa construir outras unidades. Queixou que as investigações e denúncias sobre a carne do Brasil vão gerar impacto na economia do país, e que inclusive afetou e afetará a arrecadação da prefeitura. E se a arrecadação cai o limite prudencial também cai, dificultando o pagamento de gratificações. Foi ressaltado que se não houver o cumprimento dos nossos direitos a saúde vai parar, igual todos os outros trabalhadores pararam. O prefeito afirmou que fará o estudo de impacto e nos dará uma resposta em breve. Sobre a data base o prefeito citou a necessidade de estipular uma data para todos os servidores receberem juntos, pois as secretarias recebiam em meses diferentes. Em relação a privatização ele relatou que para ele seria melhor a prefeitura gerir a saúde como um todo, mas que não tem verba para contratação de pessoal para o Hospital Municipal, então é provável que se privatize o serviço.

Percebemos uma grande resistência por parte dos gestores, provavelmente nossa luta será grande. Enfermeiros, preparem-se!

@ Todos os direitos reservados - Sieg 2017